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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Picos da Europa - Santiago de Compostela e Cabo Finisterra

No primeiro dos textos sobre este roteiro desde logo se afirmava que o título destinado a identificar esse mesmo roteiro surgiria em qualquer caso a identificação de "Picos da Europa" ainda que os caminhos nos levassem a outra região autónoma, no caso vertente a região da Galiza.

Assim foi com a chegada a Santiago de Compostela, imponente e monumental cidade da Galiza, conhecida em particular por dois motivos: a magnífica catedral e os muitos caminhos pedestres que levam a essa mesma catedral, num misto de devoção religiosa mas também de desafio pessoal de percorrer centenas de quilómetros para chegar a um local cujo simbolismo ultrapassa e muito a própria fé de quem até ali caminha.

Mas Santiago de Compostela é muito mais do que a catedral, é um local repleto de pequenas, médias e grandes igrejas, edifícios históricos, tornando esta cidade num local de peregrinação sobretudo cultural, imperdível para quem se deslumbra com a riqueza cultural de uma cidade como Santiago, independentemente da maior ou menor fé de cada pessoa.

Lamentavelmente a fachada da catedral encontrava-se integralmente em obras bem como algumas partes do seu interior, nomeadamente o seu impressionante altar (apenas parcialmente), algo que parece suceder sempre em alguma parte a quem tem por hábito de viajar ao ponto de se achar que se tratará de uma espécie de "má-sorte" quando, afinal de contas, será apenas e tão-somente fruto das circunstâncias.

Santiago de Compostela merece ser visitada, vista com atenção, sentida na plenitude.

Simbolicamente a viagem iria terminar no fim da terra, ou no local que era também o sítio onde os Caminhos de Santiago também terminavam, ou seja, o Cano Finisterra, o tal "fim da terra", onde o mar inunda a terra e nos faz sentir pequenos perante a dimensão da imagem que o horizonte nos coloca. 

Somos um mundo pequeno, cheio de vida e cultura, oceanos, vida. Há que aproveitar todos os momentos. Este novo roteiro foi mais um passo nesse sentido.

Picos da Europa - Oviedo, Lugo e Santiago de Compostela

O fundamental dos Picos da Europa ficou para trás, iniciando-se o necessário regresso, não sem antes procurar conhecer melhor algumas cidades de pelo meio, oportunidade que manifestamente não surge todos os dias e, por isso mesmo, mal pareceria se não fosse aproveitada.

A primeira dessas cidades, Oviedo, é uma cidade moderna com um centro histórico considerável, dominado, como acontece em tantas cidades de Espanha, em pela sua imponente catedral, com uma riqueza de talha dourada incomum, mas igualmente por ser pontuada por diversas obras de arte espalhadas um pouco por todo o lado, normalmente representativas de figuras humanas e tamanha natural que impressionam pelo seu realismo.

Não sendo uma cidade espectacular é, ainda assim, um local que justifica a opção pela visita.

Para se chegar a Lugo existem três opções, cada uma delas com uma distância mas, sobretudo, uma duração considerável, pelo que a opção recaiu por aquela que se apresentava menos longa, e que tinha a particularidade feliz de acompanhar em boa parte do percurso a faixa costeira mais a norte da península ibérica, o mar cantábrico, permitindo desfrutar de paisagem impressionante até o caminho nos "convidar" a dirigir-mo-nos para o interior em direcção precisamente a Lugo.

Esta cidade igualmente moderna, tem no seu interior uma muralha impecavelmente conservada em toda a sua distância de 2kms, naturalmente percorridos, que transmitem a quem a visita sentimentos mistos.

Porquê? Porque seria de esperar que o interior de tal muralha fosse quase totalmenente preenchido por edifícios de relativa antiguidade, facto que não sucede.

Se, por um lado existe um considerável número de edifícios de relevância histórica, nomeadamente uma catedral com uma configuração incomum a verdade é que partilham este espaço com edifícios contemporâneos de gosto muito duvidoso, facto que não estraga o positivo da visita a esta cidade mas não deixa de ser algo que choca um pouco à vista.

É, ainda assim, uma cidade agradável e simpática.

O caminho segue para Santiago de Compostela, não pelos famosos caminhos mas pelas estradas de Espanha e aí, admito, a expectativa é bastante elevada. Veremos se se confirma.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Picos da Europa - Gijon e Oviedo

Poderia dizer-se que uma viagem sem imprevistos não será uma viagem e talvez seja mesmo assim, ainda que não resulte desta assunção um compromisso com uma espécie de complexo de fatalismo.

Contudo, admitindo que a sua ocorrência, seja por acaso do destino ou fatalidade, a verdade é que tais momentos, como por exemplo a avaria de um dos carros, colocam à prova a capacidade de improviso mas igualmente e consequência desta mesma capacidade, a necessidade de manter o animo de forma a que a famosa expressão de "férias estragadas" não tenha qualquer alcance pratico.

Neste aspecto a ausência de um roteiro fixo e, em particular, de uma pré-marcação de hotéis permite a necessária adaptação à nova realidade sem o compromisso - normalmente oneroso - de estar obrigatoriamente num dado local num dado momento.

Por isso mesmo a visita à cidade de Gijon não estando inicialmente planeada acabou, fruto da circunstâncias, de se tornar num local de passagem "obrigatória", em prejuízo de outras duas localidades, de menor expressão, não ficando comprometida qualquer passagem relevante deste roteiro.

Gijon é uma cidade costeira cuja principal beleza reside, precisamente na extensa baía com praia que banha está cidade, de traça moderna, aqui e acolá pontuada por alguns pontos de interesse, não existindo verdadeiramente uma "zona histórica" que, pelo menos em teoria justifique um desvio a este local.

Nessa medida após uma caminhada pela cidade era tempo de nos dirigirmos à cidade de Oviedo.

Não havendo propriamente nada de particularmente relevante que resulte deste dia ou da cidade visitada, é oportuno, como noutras circunstâncias, entreter o tempo falando dos hábitos e costumes locais de "nuestros hermanos" nossos vizinhos, mas claramente distantes em quase tudo o resto.

Desde logo nos horários, seja de abertura de qualquer loja (quase sempre depois das 10h) ou à "famosa" hora da sesta que, em termos práticos encerra grande parte das lojas e empresas entre as 13h e as 16h, algo aparentemente impensável em terras lusas.

Outro aspecto que varia consideravelmente é a alimentação "típica" local. Não é que não exista, mas basicamente consiste em variações de qualquer coisa com presunto, ou "jamon", espécie de palavra omnipresente em qualquer ementa.

De resto o menu "típico" inclui um primeiro prato que mais parece um segundo tal a quantidade de comida, o segundo prato propriamente dito e, finalmenente, a sobremesa. Café, sim, mas quase sempre de qualidade que não dispensa o açúcar.

É também necessário referir que de um modo geral os espanhóis almoçam e jantam relativamente tarde face aos hábitos portugueses.

Finalmente quanto ao factor humano os espanhóis são relativamente simpáticos e afáveis, sendo normalmente fácil a comunicação em "portunhol", quase sempre compreendido pelos nossos interlocutores sem qualquer necessidade de um esgar de sorriso cinico resultante de uma eventual calinada ingénua.

Amanhã, é tempo de conhecer Oviedo e algo mais. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Roteiros - Pelos caminhos dos Orgãos de Soberania

Tradicionalmente o cidadão tende a olhar para os locais representativos dos órgãos de soberania como encontrando-se num patamar de inacessibilidade que, aliás, é transposto de forma ainda mais significativa para a forma como nos relacionamos com aqueles que curiosamente escolhemos para nos representar.

Ora não querendo entrar em matérias cuja natureza não remete directamente para a lógica dos roteiros importa, nesse caso, procurar dar a conhecer a circunstância de que, de facto, quase todos os locais onde os referidos órgãos de soberania têm assento são visitáveis.





Não vale isto por dizer que o acesso a tais locais é imediato e não requer alguma demanda da parte de quem esteja interessado em conhecer estes espaço, posto que em quase todos os casos é necessário agendamento prévio, na medida em que como parece mais ou menos óbvio mais do que locais em funcionamento permanente, são sobretudo locais onde não seria razoável admitir ser possível circular sem qualquer controlo de segurança.

Assim sendo o roteiro de hoje há-de circular entre a Presidência da República e o Parlamento.

No primeiro dos casos, o mais emblemático dos locais visitáveis corresponde ao famoso Palácio de Belém, carregado de simbolismo de tantas são as vezes que nos habituamos a ver aquele local na televisão e por onde passam quase diariamente as mais altas individualidades quer de Portugal quer dos países com que Portugal tem relações.

Trata-se de um belíssimo palácio, ricamente decorado, cheio de simbolismo e onde são notórias as marcas que cada presidente deixou por ali ficar, não obstante quase nenhum deles escolher este local para propriamente habitar, como aliás o poderiam fazer de pleno direito.

Não sendo possível a recolha de fotografias no seu interior - o que se estranha, por se tratar de um dos locais mais fotografados e filmados de todo o país - teremos de nos ficar pelo mero exercício de sugestão visual, algo que não será necessário em relação aos igualmente belos jardins, cuidadosamente tratados, sempre vigiados pelos agentes da autoridade.

No final da visita ao Palácio sugere-se igual visita pelo Museu da Presidência, o qual fica precisamente no mesmo espaço, local onde se encontram guardadas as memórias de mais de 100 anos de regime presidencial, nomeadamente as inúmeras e ímpares recordações que cada um dos Chefes de Estado recebeu de oferta de seus homónimos ou de outros representantes de Estado.

Numa outra zona bem distinta fica o outro pólo da Presidência da República, mais exactamente em Cascais, no Palácio da Cidadela desta cidade, uma fortificação onde hoje funciona em paralelo uma pousada, mas onde é igualmente possível visitar um palacete do tempo dos Reis, que funcionava então como casa de férias, e que assim continuou já depois da implantação da república.

Tendo caído em desuso durante o período do Estado Novo veio a ser recuperado já em anos recentes, sendo o acervo actual quase todo constituído por obras que integravam as reservas de outros museus, nomeadamente o Museu Nacional de Arte Antiga.

Não se julgue, contudo, que a harmonia e a coerência do espaço ficam a perder com esta aparente falta de ligação dos objectos a esse mesmo espaço, pois em momento algum essa situação transparece a quem visita o palácio.

Diga-se, a propósito, que o Palácio da Cidadela de Cascais parece ao olhar de quem o visita, como facilmente habitável, e com razão na medida em que é muito frequente ser a residência temporária da personalidades quando em visita a Portugal.

Por fim, o roteiro pelos órgãos de soberania passará, inevitavelmente, pela casa da Democracia, o Parlamento, antigo convento, convertido em local de representação dos cidadãos através dos deputados eleitos para esse fim, ainda que nem sempre de forma evidente.

Sendo a entrada livre, como não podia deixar de ser, a visita percorre todos os espaços emblemáticos do Parlamento, incluindo a possibilidade de, por breves momentos, nos sentarmos nos mesmos locais que durante a semana são ocupados pelos deputados.

É um espaço muito distinto e cheio de elegância, destacando-se os famosos "Passos Perdidos" e uma espécie de hemiciclo mais pequeno, onde normalmente funcionam as comissões, mas curiosamente porventura mais interessante do que o local mais conhecido do Parlamento, aquele que diariamente entra pelas televisões.

Podemos "acusar", como se refere inicialmente, os órgãos de soberania de algum afastamento em relação aos cidadãos, mas o afastamento dos cidadãos em relação aos espaços que esses mesmos órgãos ocupam só pode ser imputado a quem podendo visita-los não o faz por opção própria. E é pena que assim seja.













segunda-feira, 27 de março de 2017

Roteiros - Um olhar pela Estrela

Existe um tipo de turismo para quem, como eu, procura de forma organizada locais que marcam uma qualquer cidade que, porventura, estará fora das cogitações da generalidade dos visitantes mas não estarão ausentes de uma certa curiosidade quase voyeurista de quem se habituou a caminhar por essas mesmas cidades à procura das suas principais marcas, mas igualmente daquilo que as distingue das demais.

Trata-se, por assim dizer, de um turismo alternativo, menos evidente certamente, que vai buscar a identidade histórica de cada local ao local onde repousam as suas grandes figuras, isto é, aos seus cemitérios.

Existem, pelo menos, duas referencias na Europa deste tipo de locais que se tornaram igualmente pontos de peregrinação para quem pretende antes de mais apreciar o contexto histórico deste tipo de locais ao invés de os julgar pelo seu carácter aparentemente mórbido.

Um desses locais é o cemitério "Père Lachaise" em Paris sendo o outro o Wiener Zentralfriedhof, o cemitério central de Viena, onde podemos encontrar referencias culturais da historia de cada um destes países, devidamente sinalizadas através de um mapa que nos guia por estes quase intermináveis espaços, quais cidades onde já ninguém vive.

Outros exemplos de cemitérios famosos são aqueles que guardam a memória daqueles que morreram em guerras, sendo normalmente espaços ajardinados que impressionam pela sua dimensão e pelo numero incontável e indistinto de cruzes que sinalizam as igualmente incontáveis mortes causadas pela ação auto-destruidora do Homem.

A região da Normandia é, neste especto, um dos melhores exemplos desta marca que envergonha, ou deveria envergonhar, todo o ser humano.

Tendo-me distanciado geograficamente da cidade de Lisboa importa a ela voltar fazendo a ponte sobre este mesmo tema, na medida em que também é possível encontrar um local que, embora de dimensões consideravelmente menores, apresenta uma contextualização histórica que justifica a visita a um cemitério, no caso vertente o cemitério dos Prazeres.

Este local é um verdadeiro ponto de encontro da memoria cultural, arquitectónica e politica de Portugal, onde é possível verificar que ali jazem grandes vultos da arte, seja qual for a sua forma, inúmeros registos de políticos da maior relevância histórica, seja no período da monarquia seja na forma seguinte, a republicana (entre os quais mais recentemente do Dr. Mário Soares), quase todos eles sob autenticas obras-primas de arquitetura, com a assinatura de alguns dos mais relevantes arquitectos de Portugal, não faltando inúmeras referencias à Maçonaria que, até ali, desperta a curiosidade sobre a simbologia associada ao "secretismo" sempre associado a esta organização.

Bem perto deste local encontramos um dos ex-libris da capital, a Basílica da Estrela, um imponente local católico, cujo interior impressiona pela sua dimensão e beleza dos seus mármores e pinturas, ao estilo barroco e neoclássico embora tenha sido construído no ultimo quartel do século XVIII, onde não falta um grande órgão e até mesmo o famoso presépio de Machado de Castro.

No exterior (e no interior) a imponente cúpula destaca-se no conjunto arquitectónico geral.

Mesmo em frente à Basílica existe um pequeno mas bastante rico jardim, "decorado" com variadas espécies arbóreas, cujas longas raízes antecipam a sua vetustez e onde também não falta o lago central onde se banham algumas aves características destes espaços, onde em tempos não muito distantes não era possível circular sem as necessárias cautelas devido a uma frequência menos adequada deste espaço, algo que aparentemente já não se verifica atualmente.


Como não podia deixar de ser a sugestão gastronómica termina o presente roteiro e, por isso, mesmo o restaurante Bota Velha, bem junto à Basílica, serve petiscos bons e variados a um custo simpático.





 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Roteiros - O charme de Cascais

Devolvendo os caminhos destes roteiros a geografias não muito distantes da cidade de Lisboa, pareceria improvável senão mesmo inaceitável não incluir nos mesmos parte daquilo que uma das mais belas vilas de Portugal tem para oferecer, situada no preciso local onde termina a não menos conhecida marginal de Lisboa, esse pedaço de estrada que acompanha o imenso oceano atlântico entre a foz do Tejo e a dita vila, que já se percebeu, dá pelo nome de Cascais.

 

Apreciar aquele imenso mar que banha a vila de Cascais, o seu charme e elegância ou a possibilidade de passear pelas suas ruas seria em si mesmo um convite a um roteiro que poderia dispensar a visita a locais culturais pré-determinados e, diga-se, será precisamente isso que atrai tantos turistas a este local, e nem se diga que será por se tratar de uma zona acessível a todas as carteiras, algo que já nem é novo nem recente, posto que já os nossos reis a frequentavam durante os seus períodos de férias.
 

Mas como estes roteiros não "vivem" sem referências museológicas não fará sentido terminar este dia por aqui, como se aquilo que antes se referiu se bastasse a si mesmo para o objectivo subjacente a estas linhas.

 

Por isso mesmo o roteiro teve início numa curiosidade pessoal, dita desta forma por corresponder a um local pelo qual tantas vezes havia passado, admirado a sua beleza exterior e intrigado pelo seu interior.

 

Refiro-me ao Museu Condes Castro de Guimarães, situado no denominado Quarteirão dos Museus - uma interessante forma de organização cultural bastante comum noutros quadrantes - onde emerge um imponente palácio de cor amarela, ladeado por um riacho e por um bonito jardim onde, aliás, podemos encontrar os túmulos da família que dá o nome ao palácio e que durante anos ali viveu.

 


Importante mesmo era então matar a curiosidade sobre o seu conteúdo e, diga-se, esse mesmo conteúdo é inteiramente merecedor de uma visita.


 


Trata-se de um espaço que é o resultado da vontade dos seus ilustres e abastados donos em dispor de uma coleção de obras de arte que, ainda que não obedecendo a um critério facilmente associado a único período ou estilo é, antes de mais, a expressão de um extremo bom gosto, a que não falta sequer um bonito órgão de igreja cuja instalação "obrigou" à eliminação do primeiro andar da sala de estar, demonstração clara de uma certa ostentação que deveria fazer as delícias de quem visitava, noutros tempos e noutro contexto bem distinto, aquela família.

 


Hoje em dia o espaço é gerido por uma fundação e, ironia do destino, debate-se com alguns problemas financeiros que impedem algumas obras de conservação do espaço, nomeadamente ao nível do telhado.

 

Admito perfeitamente que o facto de para muita gente este espaço ser muito mais associado à curiosidade exterior do próprio palácio sem uma percepção de que o mesmo é visitável acabe por afastar muitos turistas, nacionais ou não o que, a confirmar-se, constitui naturalmente um sério revês à sustentabilidade futura deste belo museu. Espera-se que não.


 


Bem perto deste museu podemos encontrar dois espaços que se encontram de certa forma interligados e que justificam ambos a curiosidade da visita.


 


Refiro-me em primeiro lugar à Casa de Santa Maria, um exemplo da arquitetura do mestre Raúl Lino, autor da mesma, situada na confluência do oceano com o riacho anteriormente referido.

 


Não sendo especialmente rica em decoração - não tem qualquer "recheio" - é particularmente interessante em função dos seus azulejos e pinturas de parede e, sobretudo, no andar superior uns tectos decorados ao estilo de algumas igrejas, com belíssimas pinturas que tornam este espaço numa descoberta que merece ser visitado.


 

Um pouco mais ao lado encontramos o Farol de Santa Maria de onde podemos observar o oceano em todo o seu esplendor e bravura, razão fundamental para existência deste mesmo farol, com a sua ancestral função de alerta das embarcações que ainda hoje por ali navegam, cruzando o mar em direção ao rio Tejo.

 

Não muito distante deste local a proposta deste novo roteiro passa pela visita à denominada "Casa das Histórias", espaço dedicado exclusivamente à artista Paula Rêgo, que desde logo apela aos sentidos por via da forma invulgar da respectiva arquitectura cuja inconvencionalidade acaba por ser coerente com a própria obra desta pintora.


 


Devo, contudo, confessar que o número de obras alí expostas deixa um certo travo de desilusão, por ser manifestamente pouco vasto, tendo em conta o volume da referida obra, algo que creio estar relacionado com a perda de apoios estatais à Fundação que suporta este museu.


 

Ainda assim é possível observar um conjunto de obras - todas elas subordinadas às ditas "histórias" - bastante interessante e sem dúvida representativas da forma peculiar de abordar essas mesmas histórias. 

 

Feitas as visitas programadas e porque o dia era sobretudo reservado a curiosidades assim haveria de acabar ao sabor de um excelente Irish Coffee num bar em plena marina de Cascais, que chama atenção por lembrar outras paragens, nomeadamente os típicos bares ingleses, quer na sua típica apresentação exterior quer sobretudo pelo seu ambiente interior, de seu nome John Bull que, segundo nos informam, faz agora meio século que ali se instalou.


 


Haveremos de voltar a Cascais noutro contexto, mas sempre com o mesmo objectivo, conhecer e dar a conhecer um novo roteiro.


 








sábado, 29 de outubro de 2016

Roteiros - Alfama é tudo isto

O roteiro de hoje levar-nos-á a uma das mais tradicionais zonas de Lisboa onde é possível "desenhar" um percurso que em si mesmo justificaria a vinda a este local sem necessidade sequer de referir pontos culturalmente relevantes, sendo bastante para o efeito passear pelas pitorescas e ruas cheias de vida do bairro de Alfama.



Apesar de nem sempre bem conservadas e particularmente nalguns locais as casas apresentarem sinais de algo que alguns consideram com "arte urbana" e que outros tendencialmente postulam de "vandalismo" a verdade é que dificilmente a pintura original deste local teria vestígios dos denominados grafitis, pelo que cada um os catalogue como quiser sendo que, pessoalmente, prefiro a cor branca, não fosse esta cidade de Lisboa também ela a cidade branca.

Mas como o objetivo destes roteiros é, antes de mais, proporcionar sugestões culturais e, já se percebeu, gastronómicas, a quem simultaneamente dedique um pouco do seu tempo à leitura dos mesmos e, mais ainda, tenha gosto por conhecê-los, então não há como fugir ao assunto e, sem demoras, passar ao que verdadeiramente importa.


Por isso mesmo o roteiro tem o seu início nas Portas do Sol, local onde aliás se pode desfrutar de uma das mais belas vistas sobre o Tejo que a cidade de Lisboa tem para oferecer, em cujo largo se situa um palácio do século XVIII, o palácio Azurara, onde se encontra instalado o Museus das Artes Decorativas.


O interessante deste museu é que reúne um riquíssimo acervo pertencente à coleção Ricardo Espírito Santo Silva mas igualmente o facto de que esse mesmo acervo é o resultado do trabalho de recuperação e restauro levado a cabo pela escola com o nome do seu fundador e que tem deixado a sua marca de qualidade em muitos outros locais pela cidade.


Há, contudo, sinais de preocupação com este espaço e esta coleção em virtude dos problemas financeiros, cuja natureza não cabem nestes roteiros, que envolvem o Grupo BES/Novo Banco, havendo o risco de, num futuro próximo, a riqueza que agora é pública se tornar objecto de usufruto privado em virtude da alienação da colecção para saldar outras dívidas.

Admito, portanto, que este espaço também possa constituir uma forma de alerta para, por via da divulgação, impedir que este excelente museu deixe a médio prazo de o ser, impedindo não apenas a possibilidade de o visitarmos mas igualmente a continuidade de uma actividade de mérito inquestionável que cabe à escola de restauro.

Um pouco mais "abaixo" junto à estação de Santa Apolónia encontramos o Museu do Exército, um local relativamente datado, entenda-se no qual se percebe não são feitos investimentos de modernização há bastante tempo, mas que acaba por ter nesse aspecto talvez o seu maior charme.

Ou seja, o facto de parecer aos olhos do visitante como que se tivesse parado no tempo é o aditivo necessário para imaginar que tudo aquilo que podemos encontrar no seu interior e que, no essencial - e não é pouco - percorre a história militar portuguesa e, em particular, a participação do CEP na 1ª guerra mundial, se encerra temporalmente naquele espaço, incluindo o próprio edifício, o que em bom rigor até fará sentido, tendo em conta que a partir de 1918 praticamente deixou de haver história militar em Portugal.

Entre todo o seu espólio é, no entanto, nas suas paredes que fica inscrita aquela que para mim constitui a maior riqueza deste museu e em particular as gigantescas pinturas do mestre Sousa Lopes, o artista que retratou a participação portuguesa na 1ª guerra mundial e que, além do mais, tem uma ligação familiar a um conterrâneo do meu pai e a alguém (já falecido) que compunha o "quadro" de pessoas que preenchiam os dias passados em casa dos avós durante as longas férias de Verão.


É um pouco isto que este museu nos traz, isto é, memórias de um passado que já não volta, do qual resta apenas aquilo que o tempo se encarregou de conservar.

Se o roteiro começou em Alfama então em Alfama há-de acabar.

E por isso mesmo o local ideal para que isso aconteça é no restaurante "A Baiuca".

Nota prévia, convém marcar lugar.


E porquê? Haverá então que ler o que se seguirá.


Este típico restaurante de fados em Alfama terá cerca de 5 ou 6 mesas, que não levam mais do que 8 pessoas e é aqui que começa a diversão.


Normalmente é um pressuposto em qualquer restaurante que não tenhamos de partilhar essa mesa com alguém que nem remotamente conhecemos. Aqui não, chegamos e sentamo-nos onde houver lugar. O resto é o que as pessoas (quase todos estrangeiros) à mesa quiserem que seja, isto é, quase sempre acabam a noite a falar uns com os outros como se fossem amigos de longa data.


Mas o próprio conceito de "acabar a noite" não tem o mesmo significado que terá noutros contextos.

Dificilmente será possível encontrar outro local onde seja possível estar sentado à mesa a partir das 20h e só sair quando se quiser, porque ninguém nos dirá em algum momento que o nosso tempo acabou e há mais pessoas à espera.


Não. Os donos fazem questão de não "despachar" ninguém, porque toda a refeição acaba por se prolongar por várias horas.


Repete-se então a pergunta. E porquê?


Porque, diz a tradição, que enquanto se canta o fado se faça silêncio.


Ora como quase toda a noite o restaurante é visitado por diferentes fadistas que, num tom verdadeiramente popular, entoam versos com mais ou menos desafinação acompanhados à guitarra num dos cantos deste pequeno espaço, difícil mesmo é estar simultaneamente a servir refeições e a ouvir fado ao mesmo tempo.


Em boa verdade é até necessário esperar algum tempo pela primeira pausa - que não se sabe ao certo quando virá - para que comecem a circular os pratos pedidos à chegada.


De resto não há ninguém que não cante, entre convidados, o dono (que abre as "hostilidades"), a esposa, a cozinheira, algumas figuras tão patuscas que entre "atuações" esperam novamente a sua vez à porta com um cigarro numa mão e um copo de vinho na outra.


No final a conta não é pequena nem excessivamente grande, mas como nos dizia a dona/fadista, ao despedir-se de nós com direito a dois beijinhos, "eu não digo a ninguém para sair, por isso tenho os mesmos Clientes toda a noite". Nem mais.


Quando ouvirem dizer "Alfama é tudo isto". Acreditem que é verdade.











sábado, 24 de setembro de 2016

Roteiros - Por terras de Grândola e não só

Nem só em Lisboa se fazem roteiros.

Em bom rigor qualquer lugar ou local será potencialmente um roteiro assim cada um de nós o interprete como tal e se predisponha a a reservar um determinado dia como destinando-se a conhecer ou revisitar qualquer local, opção que não é em si mesmo de menor relevância.

Por uma questão de coerência geográfica "estes" roteiros terão uma circunscrição que para além da região de Lisboa irão certamente passar - como desde já se anuncia para hoje - pela zonas limítrofes da cidade, naquilo a que vulgarmente se designa por "grande Lisboa" ou por "margem sul".

O parágrafo anterior retira, pois, a eventual surpresa de alguém vir a encontrar nas linhas seguintes referências culturais e gastronómicas que não poderá encontrar numa qualquer pesquisa na Capital, mas talvez até um pouco mais longe do que se possa pensar.

Ruínas Romanas de Tróia
E de facto é preciso situar o nosso azimute no concelho de Grândola para encontrar neste local, na zona da península de Tróia - local que em si mesmo poderia dar um roteiro autónomo se o objectivo fosse sugerir uma praia de eleição - as ruínas romanas com esse mesmo nome.

Durante anos este local esteve vedado ao público por razões que dificilmente se compreendem, excepto aquelas que resultam de uma certa incapacidade histórica dos portugueses para valorizar o seu património histórico, nomeadamente vestígios desse mesmo património que remontam a períodos anteriores à fundação da nacionalidade.

Ruínas Romanas de Tróia
Felizmente a consciência de alguns sobrepôs-se a uma certa mediocridade colectiva e permitiu o acesso a este espaço, valorizando-o através da conservação do espaço e, mais ainda, por via da realização de novos trabalhos arqueológicos que certamente permitirão perceber que aquilo que está à vista será apenas uma parte daquilo que não se vê.

O espaço esta bastante bem orientado a uma visita que permite conhecer cada zona nomeadamente a sua utilidade ancestral, permitindo imaginar como seria este local no tempo em que os romanos por aqui passaram.

Não posso deixar de sugerir um passeio pela zona ribeirinha situada mesmo em frente ao núcleo arqueológico, onde abundam velhas carcaças de navios de pesca que a calma e tranquilidade circundante parece respeitar, como se de um local de repouso final se tratasse. 

Miróbriga
Não muito longe deste local e porque já se percebeu que hoje o roteiro é dedicado à história, valerá a pena visitar as ruínas romanas de Miróbriga, em Santiago do Cacém, mais um local que, desconfio, grande parte dos portugueses e dos habitantes das região de Lisboa particularmente desconhecerão, o que se estranha e lamenta, caso esta convicção esteja proximidade realidade, como acho sinceramente que estará.

No fundo o que importa perceber é que relativamente perto da cidade de Lisboa erguem-se vestígios da ocupação romana que não diferem significativamente de alguns locais que nos habituámos a ver e associar a outros países, outras cidades, outros roteiros. 

Miróbriga
Miróbriga
Importa perceber que um local como este não representa apenas um conjunto de pedras soltas mas sim, um importante acervo histórico, bastante bem conservado e que justifica plenamente os pouco mais de 100 kms que é necessário percorrer a partir de Lisboa para aqui chegar.

Até porque nem se diga que por estas zonas não se come bem, tão grande é a oferta é de qualidade.

Assim sendo é porque a zona é sobretudo de praia então que se coma peixe e nesse aspecto o restaurante Dona Bia na Comporta não sendo nem propriamente um local desconhecido (até actores de Hollywood o conhecem), nem propriamente barato, revela-se um destino gastronómico quase obrigatório.

Em certas alturas do ano melhor mesmo será reservar mesa, tamanha é a procura de um restaurante que apesar da fama mantém as características de um local essencialmente familiar.

O roteiro há-de terminar na zona da Carrasqueira, não muito longe da Comporta, onde se situa uma atracção involuntária, dado que não foi pensada enquanto tal nem tão-pouco tem uma utilidade que facilmente se associe à curiosidade turística.

Cais Palafítico da Carrasqueira
A verdade é que nestas como noutras coisas basta a atenção de uma câmara de televisão virar o seu foco num certo sentido e tudo pode mudar num ápice.

É esse o caso do cais Palafítico da Carrasqueira que, dito desta forma, parece antes de mais um local de atracagem de barcos quando na realidade é tudo isso é muito mais.

Não é inclusivamente fácil descrever o que é de facto este local.

Dizer que se trata de um conjunto de estrados de madeira com ar pouco sustentável que entram água dentro (ou num imenso lodo se a maré estiver baixa) parece pouco para descrever o "charme" deste local.

Cais Palafítico da Carrasqueira
Cais Palafítico da Carrasqueira
Basicamente parece um sítio abandonado - e algumas zonas estão de facto nessa situação - onde se destacam pequenas casebres mal amanhados no meio de estacas a perder de vista, para rapidamente se perceber que por ali há de facto vida. 

A vida dos pescadores que imunes à curiosidade alheia ignoram quem se aventura pelos estrados adentro procurando perceber melhor o lugar, à procura do melhor ponto para uma foto que o fotoshop há-de mais tarde transformar, conferindo as cores e o charme a que anteriormente se aludiu.

Vale a pena visitar, vale a pena conhecer, ainda por cima na certeza de que não é sequer preciso pagar para ver.

Os roteiros haverão de voltar à margem sul.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Roteiros - O Príncipe Real e a Graça

Um dos temas que em Lisboa mais facilmente preenche um qualquer roteiro é aquele que nos remete para as suas muitas igrejas ou locais cujas características são precisamente de índole religiosa, nomeadamente os conventos ou mosteiros.

Ficando desde já a promessa de um roteiro exclusivo pelas principais igrejas de Lisboa, por agora manter-se-á firme a lógica de uma proposta que passando por 3 desses locais haverá de finalmente "desaguar" num outro local - certamente de natureza mundana - na certeza que aquilo que alimenta o espírito não enche necessariamente o estômago.

Convento dos Cardaes
O primeiro desses locais corresponde ao Convento dos Cardaes, situado na zona do Príncipe Real, o qual apresenta duas áreas distintas, ambas dignas de uma visita.

Uma dessas áreas correspondente ao convento própriamento dito, ainda hoje habitado em parte por senhoras cegas conforme nos é referido por uma das irmãs que serve de guia durante a "viagem" (as visitas são sempre guiadas), esforçando-se o mais possível por agradar a quem os visita não obstante um evidente amadorismo sobretudo na forma como cada nova sala é apresentada, através do recurso a um discurso memorizado pouco dado a improvisos.

Nada que não se interiorize facilmente sem questionar.

Convento dos Cardaes
Todo o espaço está especialmente bem conservado, sem luxos como se antecipa num local destes, remetendo para a respectiva história, incluindo um mural com o nome de todas as freiras ou noviças que ali passaram incluindo, muito curiosamente, os nomes dos respectivos progenitores.

Este convento tem a curiosidade de ter sobrevivido ao decreto de extinção das ordens religiosas em 1834 que determinava que todos os mosteiros ou conventos deveriam encerrar portas após a morte do último frade ou freira, consoante o local.

Convento dos Cardaes
O outro foco de atração absolutamente relevante corresponde à igreja situada logo à entrada do convento, ricamente decorada, à qual apenas foi possível aceder através do respectivo coro alto, uma vez que no seu interior se ensaiava um concerto que haveria de ter lugar no final da tarde.

Fica a imagem de uma belíssima igreja.

Igreja da Graça
O segundo espaço do roteiro corresponde à igreja da Graça, situada neste mesmo local, num dos mais privilegiados pontos da cidade, por presentear todo e qualquer visitante com uma das mais deslumbrantes vistas sobre a cidade no miradouro com o mesmo nome.

Igreja da Graça









O interior desta igreja não será certamente dos mais ricos da cidade de Lisboa por comparação com outros espaços de culto, mas apresenta uma sobriedade que justifica a visita.

Igreja do Menino Deus
Não muito distante deste local encontramos a última paragem deste roteiro e, diga-se, será porventura uma daquelas surpresas que parece difícil de conceber que passe tão despercebida numa cidade.

Refiro-me à igreja do Menino Deus, situado nas traseiras do casario e de uma das entradas para o castelo de São Jorge, que impressiona pela dimensão da sua fachada mas ainda mais pela riqueza do seu interior.

A parte curiosa é saber como se chega ao seu interior....
Igreja do Menino Deus
De facto esta igreja encontra-se sempre fechada e, quem não souber o "segredo" para a poder visitar sairá daquele local com a sensação de frustração de quem teve, em bom rigor, de subir uma das "famosas" sete colinas da cidade totalmente em vão.

Igreja do Menino Deus
Ora o tal segredo mora, literalmente, na porta ao lado, onde funciona uma creche. Quem tocar à respectiva campainha e pedir para visitar a igreja terá esse privilegio através de uma porta que fica logo à entrada da referida creche.

Igreja do Menino Deus
Trata-se de uma igreja extremamente bem conservada, com entradas de luz no seu topo que lhe conferem um aspecto místico sem as quais o espaço se torna bastante escuro, como que acentuando o mistério de uma igreja que parece, de facto, tão misteriosa como secreta.

Regressando à zona do Chiado o roteiro assinala o momento inicialmente referido em que importa cuidar do estômago, no pressuposto que o espírito já cuidou de se alimentar adequadamente nos espaços anteriormente mencionados.

Palácio Chiado
A sugestão passa por uma visita ao Palácio do Chiado e antes que seja acusado de faltar à palavra é que, afinal, ainda havia espaço para mais cultura, deverá rapidamente referir-se que neste palácio come-se e come-se bem.

Mas não se come simplesmente porque afinal de contas fica num palácio que é um exemplo de recuperação e de restauro de um espaço que estava ao abandono e que era até então conhecido apenas por fora pelo seu antigo nome, o palácio Quintela ou do Farrobo, nome de um dos seus ilustres donos.

A oferta gastronómica de qualidade é servida debaixo de tectos tremendamente bem restaurados que convidam a uma visita pelas áreas abertas ao público que pode decidir em qual delas pretende fazer a sua refeição.
Palácio Chiado
Palácio Chiado















A noite há-de terminar num dos melhores rooftops ou terraços conforme se queira dizer no pressuposto de que ambas as expressões querem dizer precisamente o mesmo.

Entretanto


Refiro-me ao Entretanto que dito desta forma talvez nada diga a quem o lê, mas que corresponde ao terraço, conforme pressupõe o epíteto, que fica no topo do hotel do Chiado, na rua Nova do Almada.

Aí pode-se usufruir de uma vista absolutamente deslumbrante sobre a cidade e em particular para o castelo de São Jorge, bebendo uma bebida,
preferencialmente a dois.

Entretanto
É caso para dizer, com vista do castelo se começou, com vista para o castelo se terminou, ainda que não tenha sido bem assim, algo que ninguém levará certamente a mal.